Os Palhaços

O palhaço de hospital é completamente diferente de palhaços de circo e de rua, devido a sua intimidade com pacientes, o que nos obriga a trabalhar de forma muito mais contida e delicada, sem sustos, sem exageros, mas sem perder a graça e a simpatia que todo palhaço deve ter. É um trabalho delicado e prazeroso. Simples e emocionante. Precisa de tanto treino, formação, experiência, prática e habilidade como qualquer outro trabalho voluntário sério. Desde a maquiagem, as abordagens, as piadas e textos, tudo trabalhado com dedicação e improviso inteligente e rápido, pois a piada não pode ficar esperando a risada para acontecer.

O palhaço é a alma mais livre que há nas artes cênicas, porque mostra o seu ridículo pessoal e o público identifica-se com as bobagens. O palhaço é um pirata do amor, conectado aos aspectos estéticos, sociais e políticos da sociedade. Ele pega tudo isso e faz uma teia, uma renda que mostra a verdade mais profunda do ser humano, que é a estupidez pessoal. Reflete a humanidade, é um espelho. Usa a menor máscara do mundo, o nariz vermelho, que é um semáforo das emoções.

As pessoas que estão nos hospitais valorizam o riso como forma de comunicação mais direta. O riso é alimento para a esperança. É antídoto contra o medo. É uma linguagem universal e rápida.


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